Conhecimento & Arte

Tirando proveito do melhor da vida

Ares de desenvolvimento no mundo tupiniquim

Num fim de semana que tinha tudo para ser perdido devido a intensa chuva, cotidiana no inverno Paranaense, sai debaixo das cobertas só para poder ver de perto algo de diferente que pois o pé nesse pais: O Nissan Leaf,o primeiro “carro comum” 100% elétrico que já roda com sucesso pelas pelas bandas desenvolvidas desse mundo. Com design um tanto quanto arrojado, mas que no fundo transmitia a alma da Nissan o Leaf impressiona pelas formas marcantes, mas não é na forma que o carro chama a atenção; é por seu conteúdo.

Fazendo das palavras de Fernando Calmon as minhas:

” Ao volante do Leaf recebo as primeiras informações do instrutor da Nissan. A chave é do tipo key less, onde a partida é acionada somente com a presença da chave por perto, no bolso, na pasta, ou no painel. Mesmo com a chave nas mãos, o carro só liga se o motorista prender o cinto corretamente. Feito isso, basta apertar o botão e o Leaf surge como um dispositivo eletrônico: luzes, bips e sensores se acionam, feazendo um check list completo do carro.

Com tudo pronto, o instrutor orienta a saída. Um toque à esquerda e para frente no joystick aciona-se a ré e a visão da parte traseira aparece na tela multimídia. Sim, uma câmera na tampa do porta-malas indica e ajuda nas manobras. Mais um toque à esquerda e agora dois para trás acionamos o modo Eco. Solto o pé do freio e piso levemente no acelerador. Automaticamente, o freio de mão solta-se e o carro começa a se mover.

Dentro do Leaf, o único barulho é do ar condicionado. O silêncio toma conta e ouve-se um zumbido leve. O Leaf, com a carga completa das suas baterias, tem autonomia para rodar 160 km ou mais, dependendo da forma de uso. Os freios são regenerativos, ou seja, ao frear o carro utiliza a força gasta para gerar energia e carregar as baterias, que ficam lacradas sob o assoalho do carro.

Pareço estar andando em um carro normal. A direção é mais leve e as saídas são sutis. O instrutor me orienta agora a mudar para o modo normal, em D (Drive). Faço isso e logo percebo uma mudança. O Leaf fica mais áspero e ágil. Piso mais fundo no acelerador e o carro responde prontamente. Sim, agora o prazer é de estar em um carro 1.8, 2.0, com potência e torque respeitáveis.

Com algumas voltas a mais, sinto que o Leaf é uma evolução automotiva real. Depois de décadas e décadas sem evoluções na principal forma de propulsão automotiva – digo isso na base, na concepção de motores a combustão – chegamos ao futuro.”

O Nissan Inova Show percorreu o Brasil inteiro, mostrando as novidades que a marca tinha para oferecer. Nova volta de 10 minutos com o carro não sabia se admirava o carrinho ou prestava a atenção em como as pessoas olhavam para o carro. Sim brasileiros gostam de farra!! Mas será que provaremos desta? Na cabeçados instrutores orientados a não dizerem quase nada além de termos técnicos todos falavam a mesma coisa: o carro está em testes no país.

Que a indústria automotiva é complicada e cheia de pormenores isso é verdade mas o certo é queno Brasil o mercado é outro: acho que não só Leaf mas o Volt, o Prius fazem parte dos sonhos de uma gama diferente de adeptos, na minha visão mais desenvolvidos e de mente aberta para um novo segmento de produtos e de vida. O Leaf na verdade apenas faz parte de um jogo de marketing da Nissan no Brasil para conquistar aqueles que realmente interessam.

O governo ainda nem demonstra sinais de incentivo a veículo elétricos no pais, ou melhor,mostra é desprezo por parte de uma matriz energética que prioriza o lucro em relação a qualidade. Não me assustaria se me dissessem que para se produzir um litro de etanol a poluição é maior que na produção de um litro de gasolina. Áreas produtivas vem sendo constantemente devastadas para o produção desenfreada de álcool que simplesmente “evapora” ao entrar no mercado. Energia auto-suficiente só aquela vinda de meios sustentáveis de produção, o resto é conversa para alimentar o bolso de usineiros e acionistas do ouro negro.

Pelo menos por um dia me enxerguei ao lado de uma tecnologia de ponta, digna  e atraente. Sai do Nissan Inova Show, dei uma volta no shopping e retornei a realidade.

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Informação

Publicado em agosto 2, 2011 por em engenharia, Maringá, tecnologia.
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